
me estenda na janela a bandeira branca e acene com os olhos
- eu saberei como voltar.
não fique esperando nas nuvens que cruzam espelhos ou debaixo da sombra
- eu saberei que é preciso voltar.
nas chuvas não haverá mapas nem nas areias signos místicos.
- serei apenas eu e esta certeza incômoda no peito, como um pássaro
engaiolado
calado
de asas que aguardam céus e seus desdobramentos fáticos.
me espere na próxima estaçào, com ou sem flores ou folhas suicidas.
me espere na saída do dia, na gargalhada das estrelas, na sua cumplicidade
com o rio, com a forma, com a sede de nós.
eu saberei, você descobrirá, nós revelaremos ao mundo.
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