
imprescindível dizer-te deste céu por demais azul.
clareou meus olhos como quem naufraga em luzes: sorri pra nada
e pra nada meu coração cantarolou até me comover, como só ele o sabe.
as passadas eram largas, descomprometidas da ritmica da prórpia vida
e meu respirar nunca me pareceu tão impessoal, uma sensação única:
por breves lapsos, não estava em mim.
cantavam - nalgum lugar, juro-te que cantavam
e percebi que estar viva dentro de um dia assim poderia ser uma benção!
logo eu que me enamoro fácil da ideia de sair daqui.
surpreso? eu estou, confesso-te francamente. mas não arrependida.
arrependida não, que eu como palavras como quem saboreia manjares
e transpiro a poesia das horas, alargadas pelo riso espontâneo
e este mar indomável que me assola as terras da alma.
dedico-te este espaço no meu pensar: espero em gozo
outro dia assim. faltando-me apenas tua face dentro desta alegoria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário